sexta-feira, 17 de julho de 2009

A NOITE

Fantasmas, mitos, clamores;
Que no escuro silêncio me enforcam,
Queimam-me as faces de terrores,
E ao meu corpo o interrogam.

O bafo das sombras me sufoca!
E os seus poderes me submergem.
Tornam a solidão cada vez mais oca,
E ao meu cérebro o subvertem.

Os abismos cativam-me com suas vozes.
E com enormes bocas me comem.
Como lobos altivos e ferozes.

O meu grito já ninguém sente!
E o meu eco será comigo,
Prisioneiro da noite para sempre...!

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